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Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Mt 9.37

MISSÃO KERIGMA

VIVENDO UM EVANGELHO VIVO E QUE PROCLAMA A PALAVRA DE DEUS. Saiba Mais...

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Cultura de Evangelização

Definição de Evangelização
É o ensino (anúncio, pregação, proclamação) do evangelho (mensagem de Deus que nos conduz à salvação) com objetivo (esperança, desejo, meta) de persuadir (tornar convencida, convertida).
Bíblia Ampliada versão americana.

Definição de Cultura de Evangelização
Comunidades repletas de amor, comprometidas em transmitir o evangelho como parte de um estilo de vida duradouro.
J. Mack Stiles

Não se trata de um método, mas um estilo de vida.
Os métodos podem ser positivos, mas é preciso que a evangelização seja uma cultura.
Para tanto, é preciso mudança de pensamento.

Anseios em relação à Cultura de Evangelização:


1.      Uma cultura motivada por amor a Jesus e por seu evangelho
14 Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. 15 E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
2 Coríntios 5.14,15

- Não vivemos mais para nós mesmos.
- O amor a Jesus nos impele a falar aos outros.
- O amor a Jesus nos faz superar as barreiras que se levantam.


2.      Uma cultura confiante no evangelho
Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.
Romanos 1:16

- É preciso deixar de confiar apenas nos métodos e crer na mensagem pura e simples do evangelho.
- A mensagem do evangelho não se refere a técnicas de persuasão, personalidades, artifícios de entretenimento.
- Os opositores ao evangelho alegam que sua mensagem se tornou irrelevante, mas ela é poder de Deus.


3.      Uma cultura que compreende o perigo do entretenimento
31 O meu povo vem a você, como costuma fazer, e se assenta diante de você para ouvir as suas palavras, mas não as põe em prática. Com a boca eles expressam devoção, mas o coração deles está ávido de ganhos injustos. 32 De fato, para eles você não é nada mais do que alguém que entoa cânticos de amor com uma bela voz e que sabe tocar um instrumento, pois eles ouvem as suas palavras, mas não as põem em prática.
Ezequiel 33.31,32

- O povo não considerava o profeta Ezequiel como um pregador de salvação, mas como um animador, um cantor romântico.
- Devemos fugir dos perigos do entretenimento.
- Deus avisou Ezequiel e nos adverte hoje: é possível juntar multidões sem ganhar o coração de ninguém.
- Ezequiel usa um estilo gráfico de visões, parábolas, alegorias e ações simbólicas. (audiovisual)


4.      Uma cultura que enxerga as pessoas com clareza
De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano.
2 Coríntios 5.16a

- Nossa visão muda quando conhecemos a Cristo, passamos a enxergar com os olhos de Deus.
- Pessoas são de carne e osso, têm sonhos, feridas, lutas, amores...
- Devemos deixar de lado o olhar “discriminatório” baseado em conceitos sexuais, racistas ou em superficialidades.
- É preciso olhar as pessoas como são e não como estão.
- Aos olhos de Cristo as pessoas são belas, valiosas, criadas à imagem de Deus, mas ao mesmo tempo estão caídas, pecadoras, separadas de Deus.

Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!
2Co 5.17

- Devemos olhar para aquilo que as pessoas podem se tornar, novas criaturas em Cristo, renovadas e restauradas pelo poder de Deus.


5.      Uma cultura que congrega
3Agradeço a meu Deus toda vez que me lembro de vocês.4 Em todas as minhas orações em favor de vocês, sempre oro com alegria 5por causa da cooperação que vocês têm dado ao evangelho, desde o primeiro dia até agora.
Filipenses 1.3-5

- Os Filipenses eram cooperadores de Paulo. (parceria ministerial)
- Entendimento de que todos estamos engajados.
- “Não tenho o dom de evangelizar” – isso não isenta a pessoa de compartilhar sua fé.

19Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.
Mateus 28.19,20

- Devemos anunciar nossa fé como sinal de fidelidade e obediência, e não como um dom.
- Precisamos trabalhar juntos com o fim de testemunhar Cristo.


6.      Uma cultura que as pessoas ensinam umas as outras
Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.
1 Pedro 3.15

Retenha, com fé e amor em Cristo Jesus, o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim.
2 Timóteo 1.13

- Devemos estar prontos a apresentar as razões e respostas sobre nossa esperança.
- Paulo orienta que Timóteo siga o que aprendeu (treinamento).
- É preciso que ensinemos uns aos outros, compartilhando a mensagem do evangelho.


7.      Uma cultura que modela a evangelização
E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros.
2 Timóteo 2.2

- Novos crentes têm o zelo e os contatos que muitas vezes faltam aos cristãos mais velhos.
- Cristãos mais velhos têm a experiência e o conhecimento que faltam aos cristãos mais novos.
- Em uma cultura de evangelização o evangelismo é modelado de acordo com a necessidade das pessoas.


8.      Uma cultura que valoriza quem compartilha a fé
19Espero no Senhor Jesus enviar-lhes Timóteo brevemente, para que eu também me sinta animado quando receber notícias de vocês. 20Não tenho ninguém como ele, que tenha interesse sincero pelo bem-estar de vocês, 21pois todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo. 22Mas vocês sabem que Timóteo foi aprovado, porque serviu comigo no trabalho do evangelho como um filho ao lado de seu pai.
Filipenses 2.19-22

- Precisamos valorizar aqueles que estão conosco.
- Paulo honra a Timóteo por seu trabalho no evangelho.
- É preciso celebrar os esforços evangelísticos, ou mesmo as tentativas.
- E altamente desestimulante o sentimento de que a igreja local não está interessada em compartilhar sua fé.


9.      Uma cultura que sabe afirmar e celebrar a nova vida
3Sempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, 4pois temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor por todos os santos, [...] 7Vocês o aprenderam de Epafras, nosso amado cooperador, fiel ministro de Cristo para conosco...
Colossenses 1.3,4,7

- Paulo sabia encorajar novos crentes.
- A marca da verdadeira conversão não é uma oração, mas a caminhada de longa duração com Jesus.
- Bom entendimento do evangelho.
- Uma vida transformada.
- Caminhada de longa duração com Cristo.
- Não é preciso fazer do novo convertido uma celebridade, mas temos que lhe dar o devido valor.

10.  Uma cultura que realiza o ministério que parece arriscado e perigoso
12Quero que saibam, irmãos, que aquilo que me aconteceu tem antes servido para o progresso do evangelho. 13Como resultado, tornou-se evidente a toda a guarda do palácio e a todos os demais que estou na prisão por causa de Cristo.
Filipenses 1.12,13

- Há locais no mundo onde é arriscado e perigoso ser cristão.
- Paulo enfrentou a prisão por causa do evangelho.
- Uma cultura de evangelização é arriscada no sentido de confrontarmos a cultura secular.

Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.
2 Coríntios 10.5

- Para Paulo, a vida cristã era como uma batalha aos pensamentos contrários a Deus.
- Devemos pensar em assumir riscos em nossos contextos particulares, e assim nos tornarmos perigosos em amor, no âmbito espiritual.

Como resultado, tornou-se evidente a toda a guarda do palácio e a todos os demais que estou na prisão por causa de Cristo.
Filipenses 1.13

Todos os santos lhes enviam saudações, especialmente os que estão no palácio de César.
Filipenses 4.22

- O evangelho ficou conhecido na guarda imperial e Paulo certamente viu alguns guardas se tornarem cristãos.
- Uma cultura de evangelização arriscada é aquela que confronta os pensamentos culturais do mundo.


11.  Uma cultura que entende que a igreja é o melhor e mais comprovado método de evangelização
46Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, 47louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.
Atos 2.46,47

- A igreja somos nós – nós somos o melhor método de evangelização.
- Não é o entretenimento de nossos cultos que fala de Cristo, mas o amor que demonstramos quando estamos reunidos.




COMPARTILHANDO A FÉ NA PRÁTICA

20Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus. 21Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.
2 Coríntios 5.20,21

- Fale como um embaixador.
- Paulo nos lembra do poder por trás da mensagem: o próprio Cristo.
- Precisamos entender bem a mensagem, não podemos mudá-la.
- Mensagem: “Reconciliem-se com Deus.

1.      Reflita sobre suas abordagens
- Permita-se usufruir da graça ao compartilhar sua fé.
- Encontre as pessoas onde elas estão.
- Seja compassivo e mantenha o coração sensível em relação às pessoas, lembrando que você é um pecador.
- Concentre-se na separação entre as pessoas e Deus, não na correção moral.
- Seja intencional na conversa.
- Reconheça o que sabemos e o que desconhecemos. (Nem sempre sabemos como Deus age.
- Seja um bom ouvinte.

2.      Seja ousado e claro
Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do evangelho,
Efésios 6.19

3Ao mesmo tempo, orem também por nós, para que Deus abra uma porta para a nossa mensagem, a fim de que possamos proclamar o mistério de Cristo, pelo qual estou preso.4Orem para que eu possa manifestá-lo abertamente, como me cumpre fazê-lo.
Colossenses 4.3,4
- Paulo, mesmo preso, orava por ousadia, elemento necessário à evangelização.

Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo.
Filipenses 3.8
- Devemos considerar todas as outras coisas como perda, por causa superioridade do conhecimento de Cristo.


3.      Entregue a mensagem e confie em Cristo para a resposta
- Salvação é graça
- O resultado depende de Deus, devemos descansar neste conhecimento. (João 16.8)


4.      Não desanime
Portanto, visto que temos este ministério pela misericórdia que nos foi dada, não desanimamos.
2 Coríntios 4.1

- Precisamos nos lembrar que temos este ministério pela misericórdia, por isso não devemos desanimar.
- Tenha esperança mesmo em meio ao desencorajamento, saiba que Deus atua por seu intermédio e em você

Oro para que o compartilhar da sua fé seja ativo para que tenha o pleno conhecimento de todo o bem que temos em Cristo.

Filemom 1:6
- Que o compartilhar da nossa fé seja ativo.
- Deus atua em nós quando compartilhamos nossa fé.
- Nem sempre vemos os desdobramentos, mas devemos confiar em Deus.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
STILES, J. Mack. Evangelismo: como criar uma cultura contagiante de evangelismo na igreja local. Tradução de Rogério Portela. São Paulo. Vida Nova. 2015




DEFINIÇÕES
Evangelização - Ensino ou pregação do evangelho com objetivo ou a intenção de persuadir ou converter.
Evangelho - A mensagem de grande alegria da parte de Deus que nos conduz à salvação.
Mensagem da parte de Deus - Explicação sobre quem Deus é, sobre a situação humana desesperadora de pecado e perdição, sobre a obra de Cristo para a nossa salvação e sobre a resposta que o homem deve dar a fim de receber a restauração do relacionamento com Deus. Essa mensagem está encapsulada nos quatro elementos do esboço do evangelho: Deus, homem, Cristo e resposta.
Pecado - Estado de rebelião contra Deus caracterizado por egoísmo e incredulidade.
Pecados - Sintomas e expressões do estado de rebelião e incredulidade.
Arrependimento - Abandono da vida de incredulidade.
Conversão - Transição da morte para a vida, da culpa para o perdão.
Crença - Confiança e dependência completas em Deus e em sua graça salvadora por meio de Cristo.


PASSAGENS DAS ESCRITURAS REFERENTES AO ESBOÇO DO EVANGELHO - [DOWNLOAD] 
Você deve conhecer vários versículos da Escritura sobre esses temas. As passagens a seguir oferecem afirmações básicas a respeito de Deus, do homem, de Cristo e da resposta, e também a respeito do preço de seguir Jesus:

Deus
Isaías 6.1-3: Deus é santo.
Colossenses 1.16,17; Salmos 8.1-4: Deus é o Criador.
João 3.16: Deus é amoroso.
Romanos 1.18: Deus está irado com o pecado.

Homem
Gênesis 1.26,27: Fomos criados à imagem de Deus.
Romanos 3.9-12: Todos somos pecadores.
Efésios 2.1-3: Estamos mortos em nossas transgressões.
Isaías 53.6: Estamos em rebelião contra Deus.
Isaías 59.2: Estamos separados de Deus.
Romanos 6.23: A morte é a pena da nossa rebelião.

Cristo
João 3.16: Jesus é o caminho para Deus.
Romanos 5.6-8: Jesus morreu por nós.
Romanos 6.23: O dom da vida eterna oferecido por Deus acontece por meio de Cristo.
Efésios 2.4-9: Deus nos dá graça em Cristo.
Colossenses 1.19-23: Deus nos reconcilia consigo mesmo em Cristo.
1Pedro 2.22: Cristo viveu uma vida perfeita.
1Corintos 15.3,4: Cristo ressuscitou dos mortos.
João 10.10: Cristo veio para dar vida.

Resposta
Romanos 10.9-11: Precisamos confessar com a boca e crer com o coração.
Mateus 4.17; Atos 2.38: Precisamos nos arrepender.
João 8.12: Precisamos seguir a Jesus.
João 5.24,25: Precisamos ouvir a palavra de Jesus.
João 1.12: Precisamos crer no nome de Jesus.

Custo
1 Pedro 1.18,19: Cristo nos redimiu por seu sangue.
Efésios 2.8,9: Deus nos salvou por sua graça.
Lucas 9.23,24: Precisamos negar a nós mesmos e tomar a cruz.



O Silêncio de Adão

RESUMO DO LIVRO O SILÊNCIO DE ADÃO

Inicialmente, o texto aponta a questão central do livro, “o silêncio de Adão”, como sua omissão durante a tentação de Eva, com consequente desobediência e entrada do pecado, uma vez que Adão estaria com ela e apenas permaneceu calado.

Deus criara o casal em momentos diferentes, e ordenara ao homem que não comesse de certa árvore. Adão falha em representar Deus à Eva sendo omisso, a partir de então todo homem tem uma inclinação natural em permanecer em silêncio quando deveria falar.
O autor aponta que os verdadeiros homens admitem o medo da confusão, sem fugir dela, pois a tendência natural é a preferência é pelas coisas que podem ser controladas. Masculinidade significa mover-se nem sempre com sucesso, mas com um movimento fascinado por Cristo, produzido pelo Espírito Santo. O livro inicia com as histórias pessoais de cada um de seus três autores, Larry Crabb, Don Hudson e Al Andrews, sem concluí-las, ao final elas serão retomadas gerando uma conclusão prática dos assuntos abordados.
A primeira parte é um apontamento a algo sério que está errado, um sonho que foi perdido. Homens buscam mover-se para arenas de conforto para restaurarem o sentido de poderosos, sempre que se sentem ameaçados.
Como religiosos, os homens de hoje buscam um Deus conveniente, provido por líderes que optam pela multidão de fãs a uma quieta comunhão com Deus. Essas multidões ajudam o homem moderno a sentir-se homem, mas esse contexto não diminui o gozo de encontrar a Cristo através do quebrantamento. É preciso adorar a Cristo, procurá-lo avidamente para que ele encha o homem com seu espírito. Esta é a única maneira de tornar-se piedoso. Quaisquer esforços humanos de tornar-se varonis jamais produzirão autêntica masculinidade. É preciso retomar à vista o fato de que qualquer problema não físico é um problema moral, com raízes no relacionamento da pessoa com Deus.
Somente a verdadeira masculinidade apontará ao quebrantamento e incendiará com uma implacável paixão a fim de cumprir o tremendo potencial de tornar-se verdadeiro homem. O que destoa disso é uma masculinidade falsificada. Homens não-autênticos.
Homens que vivem pelo designo de Deus são mais gentis, bondosos e atenciosos, o que difere do pensamento moderno de que os homens devem se tornar mais sensíveis, mais efeminados.
Os homens não-autênticos são controladores, destrutivos e egoístas, ao passo que os homens realmente viris sabem que são fortes, vivem de menos zangados por não se sentirem ameaçados, e encontram resposta para seus terrores na liberdade (sabem se mover).
Há homens que têm seu bem-estar atrelado a tarefas que podem certamente realizar, geralmente eles não são eficientes em seus relacionamentos íntimos. Se eles forem fortes, gerarão mulheres fortes. O máximo da varonilidade masculina é alcançado quando ele admite: “Não sei o que fazer nesta situação, mas sei que é importante eu me envolver e fazer algo. Tentarei visualizar, portanto, o que Deus talvez queira ver acontecer na vida desta pessoa ou nesta circunstância, e seguirei na direção dessa visão com qualquer sabedoria e poder que Deus me fornecer.”  Para tanto não há fórmulas, não há uma teologia da receita, o que é preciso é honrar o chamado a refletir a imagem de Deus.
Os homens são chamados a adentrar na escuridão. Usando o registro da criação em Gênesis, o autor aponta que assim como toda a criação inicial foi feita na escuridão, e houve ordem e beleza do caos, os homens são chamados a adentrar com sabedoria nas regiões mais escuras de seus mundos.
O homem tem responsabilidades atribuídas por Deus, como foi com Adão ao ser convocado a nomear todos os animais, mesmo que Deus pudesse ter feito isso. Sua masculinidade começa a crescer quando passa a fazer as perguntas para as quais sabe não haver respostas.
Sexo e violência são tópicos que mexem com todo homem, de maneira que muitos encontram na raiva e nas fantasias sexuais o conforto para lidar com os caos de suas vidas. A queda de Adão pôs em movimento um mundo escuro de caos, mas assim como o cristianismo começa com Deus, e não com o homem, Ele passa a ser o ponto de referência, a verdadeira esperança.
Todos os homens lutam com desejos e paixões irresistíveis. O afastamento do desígnio planejado por Deus é a raiz do problema, e esse afastamento é sempre uma escolha. Para que não haja esse distanciamento, os homens são chamados a lembrar das obras de Deus e a passar adiante às gerações futuras, não apenas a história de suas vidas, mas a lembrança de Deus em suas vidas. Adão, antes da queda, tinha algo a se lembrar, mas recusou-se a falar quando a serpente tentou Eva.
Ainda que a Igreja em geral culpe Eva pela queda da raça humana, até mesmo alguns intérpretes sugerindo que Adão comeu do fruto para que Eva não vivesse sozinha em seu pecado, é possível que Adão estivesse presente e se calou pela razões: 1) seu silêncio se encaixa no contexto de Gn 1-3; 2) Gn 3.6 diz que ele estava ali; 3) o estilo de narrativa, em Gn 3.1-7, sugere que Eva se voltou imediatamente a Adão e lhe deu o fruto. O outros homens em gênesis vivenciaram esse problema do silêncio de Adão, que tornou-se um padrão para seus descendentes masculinos.
Não havia instrução de Deus para Adão sobre o que dizer à serpente, por isso Adão não disse nada, ele foi um homem calado, passivo, que estava fisicamente presente mas, emocionalmente ausente. Assim como a palavra de Deus suscitou criação do caos, o silêncio de Adão trouxe o caos de volta à criação. A desobediência de Adão foi um processo, Deus o castigou por ter comido do fruto proibido, mas também por ter dado ouvidos à sua mulher.
Para combater a escuridão, o homem precisa ter como meta amar a Cristo, agradá-lo e representá-lo bem em qualquer ação, confiando mesmo que Ele não diga exatamente o que fazer.
O autor apresenta dois padrões de relacionamentos dos chamados homens poucos viris. O primeiro, ao qual chama por Padrão 1, são os que sempre estão dispostos a fazer o que é certo, mas com o objetivo de obter algo de outra pessoa, sendo governados pelas próprias carências, sem nunca se mover por conta própria. O segundo, Padrão 2, são os governados pela agressividade, uma espécie de atitude orgulhosa, normalmente negligentes e tendenciosos à ira.
De fato, nenhum homem pode ser feliz se não estiver cumprindo seu chamado a ser homem, demonstrando com sua vida que Deus está sempre Se movendo, e conduzindo suavemente sua família e amigos a encontrar confiança.
O autor aponta que homens governados pela carência se beneficiam do fato da cultura estar comprometida em não culpar a vítima. Ele cita o exemplo bíblico de Saul que mesmo pecando, nega ter feito qualquer coisa errada. Ele conclui que a paixão da carência se torna uma paixão dominadora quando é vista como sendo mais forte e mais urgente do que uma paixão pela santidade.
Há também os que são dominados pela agressividade, que são o extremo oposto aos dominados pela carência, sendo que o ponto central entre eles seria o perfeito equilíbrio, ou seja, o indivíduo que tanto é sensível, quanto é forte. Jesus é o exemplo de equilíbrio, demonstrando sensibilidade e força. Homens que se relacionam a partir de suas carências são os que as mulheres chamam de fracos; já os relacionamentos dos mais agressivos tendem a ser superficiais, porém, estáveis, porém com estabilidade frágil pois suas mulheres tendem a se sentir indesejadas (feiura presumida) e desesperadas (falte de toque com profundidade), e são mais propensas a depressão, ansiedade e vícios.
Iniciando a terceira parte do livro, o autor trata sobre pais piedosos, que são os que transmitem três mensagens a seus filhos: 1) isso pode ser feito; 2) você não está sozinho; e 3) acredito em você. E assim, ele chama os leitores a enfrentar a realidade do relacionamento com seu pai e a desenvolver uma visão do que ele próprio pode significar a outros homens. As marcas do pai piedoso são: o trilhar um bom caminho a vista de seu filho, com sinceridade e ensino; o olhar para o filho de forma que ele perceba que não está sozinho; e a caminhada confiante em Deus para orientar seu filho.
Ao falar sobre o relacionamento de irmãos, o autor aponta que eles são os que encorajam o compartilhamento das lutas, caminhando lado a lado, para que o homem não fique apenas guardando segredos, que por sua vez enfraquecem a coragem, causam isolamento da comunidade e corroem a sensação de confiança pessoal. Ele ressalta que homens que guardam segredos vivem apavorados com a possibilidade de serem descobertos, pois somente quando compartilham, encontram alívio. Além disso, homens com segredos não podem vivenciar seu chamado, mas quando tomam outro homem como confidente, caminhando juntos, nada do que já tenha feito o condenará a derrota, eles não serão mais definidos por seus segredos, e viverão seu chamado, o qual nenhum segredo poderá remover.
Ao discorrer sobre uma geração de mentores, o autor afirma que atualmente, há uma grande necessidade é de homens e mulheres piedosos que reflitam o caráter de Deus e que despertem o interesse de outros em conhecer a Deus. Pois a cultura busca usar a Cristo ao invés de conhecê-lo. Um bom movimento seria permanecer parado, como resistência a um momento cultural errado. O chamado a autenticidade masculina jamais será popular, requer disposição de agarrar-se ao que Deus diz, e envolve o preço de ser reduzido a um nível de humildade.
Destarte, há algo dentro dos homens que precisa ser liberado, algo que não lhes foi ensinado, mas com o que já nasceram e, quando isso ocorre, o resultado é um movimento que só é possível com a conscientização de que em algum momento ele estivera em algum lugar distante, de que foi chamado a viver para os outros, e de que não tem nada a provar ou a perder.

CRABB, Larry; HUDSON, Don; ANDREWS, Al, O Silêncio de Adão. Tradução da edição publicada pela Zondervan, por Wanda de Assumpção. 8ª Edição. São Paulo. Vida Nova. 2006.


O Movimento da Fé


Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, Olhando para Jesus, autor e consumador da fé [...] Hb 12.1,2

Aprendendo a ser Gratos


Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?
Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.
Sl 116.12,13

Introdução:
Ao pensar sobre ação de graças, sobre ser grato a Deus ou a alguém, percebemos o quão pode ser difícil agradecer.
Não é fácil ter um coração grato, pois a própria vida, por vezes, nos deixa frios, embrutecidos. (decepções, tristezas, angústias...)

Não somos gratos por:
- Achar que os outros estão fazendo sua obrigação.
- Causa da nossa soberba, orgulho.
- Não reconhecermos o valor de algo que nos é dado.

Lc 17.11-19
Fala da cura de dez leprosos que são curados, mas somente um retorna para glorificar a Deus e agradecer a Jesus.
E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz. E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano.” Lc 17.15,16

Se nós fossemos um daqueles que foram curados, em qual grupo estaríamos?

No Salmo 116, o salmista relata que havia enfrentado risco de morte (3), angústias do inferno, tristeza (3), inquietude de alma (7), momentos de choro (8), desacreditando dos homens (11), mas ele manteve-se firme crendo, por isso estava grato por TODOS os benefícios que o Senhor lhe tinha feito?

Mas como ele consegue ser grato mesmo em meio a todas essas desventuras?

Assim, podemos perceber que não é tão simples ter um coração grato.
  

APRENDENDO A SER GRATOS


1) Devemos ser gratos quando recebemos o que não esperamos.
A maioria de nós gosta de ganhar presentes, algo inesperado, que nos surpreende.

É possível lembrar de algo inesperado recebemos e muito nos deixou gratos?

At 3. 1-8 – Pedro e João indo ao templo orar se deparam com um coxo que lhes pediu uma esmola.
(5) “E olhou para eles esperando receber alguma coisa.”
(6) “... Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta e anda.
(9) “E todo povo o viu andar e louvar a Deus”

Em meio a alegria de um presente totalmente inesperado para quem possivelmente almejava algumas moedas, o “ex-coxo” tem um coração grato sem deixar que a alegria ofuscasse sua gratidão. (8) “... entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.”


2) Devemos ser gratos quando recebemos o que pedimos.
Seja o sonho ou a necessidade, todos já pedimos algo a Deus ou a alguém, e grande foi nossa felicidade ao receber.

É possível lembrar de algo que pedimos e recebemos e muito nos deixou gratos?

[Ilustração sobre pedido de presente de aniversário do filho ao pai e consequente gratidão]

Como pais, sempre que nossos filhos pedem algo que julgamos cabível, há um esforço para atendermos seu pedido. Aquele que tem o pedido atendido deve ser grato a quem o deu.

Mt 7.11 “Se vós, pois sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso pai, que está nos céus...”

[Retoma a Ilustração] Mas algumas vezes o pai não atende ao que o filho pede, por não julgar ser o melhor para sua vida. O filho sem sempre entende, faz birra, fica de cara feia, mal sabendo ele que seu pedido não foi atendido para o seu bem.

O nosso pai que está nos céus sabe exatamente o que precisamos, assim:


3) Devemos ser gratos mesmo quando não  recebemos o que pedimos.
Creio que esse é o ponto mais difícil. Aprender a lidar com as decepções, as dificuldades, as tristezas, e ainda assim ser gratos.

Já vimos que essa era a realidade do salmista (Sl 116)
Risco de morte (3), angústias do inferno, tristeza (3), inquietude de alma (7), choro (8), desacreditando dos homens (11).

Mas a chave que nos leva a ser gratos não é deixar de olhar para essas adversidades, pois elas existem, machucam, ferem, doem...

A chave está resposta do próprio salmista no verso 12 “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.”

Ele usa as expressões:

Tomarei o cálice da salvação - As véspera de sua crucificação, Jesus no Getsêmani diz: “Pai, se queres, passa de mim este cálice...” (Lc 22.42) - O cálice refere-se ao sacrifício de Cristo dando sua vida por amor a nós.
O salmista fala de beber um cálice que mais tarde Jesus deu significação com seu sacrifício.

Invocarei o nome do Senhor – Sl 145.18 “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos que o invocam em verdade.
O salmista sabia que em meio às suas dificuldades, ele podia ser grato pois o Senhor estava perto, ao seu lado.


Conclusão
Para aprendermos a ser realmente gratos é preciso:

Tomar o cálice da salvação, reconhecendo Jesus Cristo como nosso salvador, aquele que se sacrificou por nós.


Invocar o nome do Senhor, pois Ele estará ao nosso lado mesmo nos momentos mais difíceis.

O Evangelho de Mateus


1 - INTRODUÇÃO
São quatro os evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João, porém há várias semelhanças entre os três primeiros, que eles recebem a nomenclatura de evangelhos sinóticos – grego – “ver juntos”. As semelhanças são tamanhas entre os evangelhos sinóticos que chega a haver versículos idênticos.

                               Peculiaridades (%)          Similaridades (%)
Marcos                              7                                     93
Mateus                              42                                   58
Lucas                                59                                   41
João                                  92                                    8

Observações sobre os evangelhos sinóticos:
•   É quase universalmente aceito que o evangelho de Marcos é o mais antigo dos sinóticos.
•   Mateus e Lucas teriam feito uso de Marcos.
•   Mateus e Lucas também teriam feito uso de outra fonte documental.


2 - MATEUS
Mateus está em primeiro lugar em todas as listas dos livros do Novo Testamento provavelmente por causa do estilo didático e apologético.
•   O estilo claro e explanativo de Mateus facilitaria a leitura pública tendo fácil aceitação nas igrejas primitivas.
•   Mateus é o mais judaico dos evangelhos, sendo escrito para cristãos de fala grega. O autor supõe que o leitor conhecia o Velho Testamento e as várias seitas da Palestina naquela época.
•   Mateus torna-se uma ponte entre o antigo e o novo testamento – mais de 100 citações do A.T.
•   O evangelho de Mateus faz a transição de um messias político para o cumprimento das profecias messiânicas em Jesus.
•   O autor de Mateus quer organizar suas conclusões a respeito de Jesus, mostrando que Jesus é o grande messias, o Filho de Deus, o verdadeiro rei prometido e esperado, seu tema é o Reino do Céu.


3 – AUTORIA
A autoria de Mateus é anônima, mas a tradição é unânime em atribuí-la a Mateus. (surge a partir do 2º século).
Mas porque Mateus?
Euzébio (Trigésimo primeiro Papa - quarto século) cita Clemente de Roma (Quarto Papa - morreu 101 d.C.) como dizendo que “o primeiro dos quatro evangelhos foi compilado por Mateus que outrora fora cobrador de impostos e posteriormente um apóstolo”.
Euzébio cita Pápias (130 d.C – escritor e um dos primeiros líderes da igreja cristã) como dizendo: “Mateus compôs a Logía (coleção de ditos de Jesus).
Não há questionamento nos primeiros séculos da autoria de Mateus.
Nas listas dos apóstolos, no primeiro evangelho ele aparece como um publicano (cobrador de impostos) Mt 9.9.
Marcos e Lucas o mencionam como Levi filho de Alfeu Mc 2.14 e Lc 5.27.
Há a tradição nas igrejas gregas e romanas de que Mateus teria sido martirizado.


4 - DATA
Entre 65 e 75 d.C.
Referência: Marcos 13 e Mateus 22 e 24 que pressupõe a destruição de Jerusalém (70d.C.).


5 – ESTRUTURA
No evangelho há 5 seções separadas pelo uso de um chavão (colofão) “E aconteceu que, concluindo Jesus estes ensinos...” Mt 7.28, 11.1, 13.53, 19.1 e 26.1, O autor segue o plano geográfico de Marcos – Ministério de Jesus na Galiléia, dentro e ao redor, e no caminho de Jerusalém – seqüência normal da vida. Narra do nascimento à ressureição.

Genealogia / Nascimento / Adoração dos Magos /Fuga para o Egito / Proclamação do Reino - 1.1 – 4.11

I – O Reino: suas naturezas e características (4.12 – 7.28)
Introdução (4.12-25)
Discurso: O sermão da montanha (5.1 – 7-28)

II – A apresentação e propagação do Reino (8.1 – 11.1)
Introdução (8.1 – 9.34)
Discurso: Missões (9.35 – 11.1)

III – A inauguração do Reino (11.2 – 13.53)
Introdução (11.2 – 12.50)
Discurso: As parábolas acerca do reino (13.1-53) 

IV – A relação de Jesus para com o Reino (13.54 – 19.1)
Introdução (13.54 – 17.21)
Discurso: O sermão da montanha (17.22 – 19.1)

V – A última apresentação formal do Reino à nação Judaica (19.2 – 26.1)
Introdução (19.2 – 23.39)
Discurso: O sermão da montanha (24.1 – 26.1)

A narrativa da paixão / A narrativa da ressurreição (26.2 – 28.20)


6 - PROPÓSITO
Nenhum dos Evangelhos é uma “biografia” da vida de Jesus de Nazaré, seu interesse principal é o ministério de Jesus. O objetivo de Mateus foi organizar e sistematizar suas conclusões acerca de Jesus, o Cristo. Ele interpretou os acontecimentos históricos a fim de proclamar o que Deus fizera através de seu filho Jesus, para redimir o homem de sua condição desamparada como pecador.
Mateus mostra que Jesus é o messias, o Cristo, que era esperado. Ele tentou explicar a uma comunidade judaico-cristã, a transição da esperança judaica num messias político, para um cumprimento de profecia no servo sofredor.
O propósito central é demonstrar que Jesus é o verdadeiro Rei messiânico, a esperança não só de Israel, mas também do mundo inteiro.
O tema permanente do evangelho de Mateus é reconhecido como sendo o do Rei e do Reino do Céu.

O texto de Mateus apresenta alguns elementos a ser considerados:

Litúrgico – Mateus escreve para preencher as necessidades de adoração e leitura pública, sendo portanto o mais fácil dos quatro evangelhos de se ler.  O estilo é claro e explanativo, dispondo os assuntos por tópicos.

Kerigmático – Enfatiza o conteúdo da pregação, evangelismo e missões. O interesse é evangelizar os judeus (15.24; 10.5-6), mas não é limitado aos judeus sozinhos (8.11; 24.14; 28.19-20).

Didático – A própria estrutura do evangelho leva a concluir que o livro foi escrito para instruir. A princípio, os primeiros cristãos deram mais atenção ao evangelismo (kerigma), porque esperavam a volta breve do Senhor, mas como ele não retornou tão rápido, houve a necessidade de se acomodarem e viverem neste mundo promovendo os ensinos de Jesus. Assim, Mateus escreve para dar à igreja um livro que contivesse os elementos necessários para instruir a comunidade cristã (evangelismo, ética, missões, disciplina, adoração, escatologia, apologética e métodos de ensino).

Apologético -  Na crescente tenção entre cristianismo e judaísmo, Mateus retrata a trágica rejeição, por Israel, de seu Messias. Mateus mostra que Jesus é o verdadeiro filho de Davi e que o judaísmo só pode sobreviver no movimento cristão.

Mateus mostra que o reino messiânico não é um reino racial, político ou nacional, é um reino espiritual. Ele escreveu para ajudar os cristãos judeus a entenderem o significado de Jesus, apresentando o tema básico, Rei e Reino.



7 – JESUS EM MATEUS
Cada palavra de Mateus está relacionada à verdade básica da realeza de Jesus de Nazaré. A majestade de Jesus pode ser vista nos títulos dados a ele:

Mestre sem paralelo (7.28, 29 – “... os ensinava com autoridade, e não como os escribas.”) – Por todo evangelho Jesus é chamado de mestre (8.19, 9.11, 24.10, 12.38, 17.24, 19.16, 23.8, 26.18). Contudo, Jesus não gostava se ser chamado de “Rabi” e os discípulos foram advertidos a não usarem o termo em referência a si próprio (23.7-8). Judas é o único discípulo a chamar Jesus de “Rabi” (26.25-29).

Profeta sobre o qual se falou em Deuteronômio 18.15,18, que tem a mesma autoridade de Moisés - “Ouviste o que foi dito... eu porém vos digo...” (5.22, 28, 32, 39, 44; cf. 7.29). Jesus não é um novo Moisés com uma nova lei, mas Jesus cumpre a lei de Moisés e ressalta o propósito original dela.

Filho de Deus (14.33; 16.16; 27.54) – O termo “Pai” é utilizado 45 vezes em Mateus, excedido somente nos evangelhos em João (107 vezes). Jesus é o filho em quem o Pai se compraz (3.17; 17.5)

Filho do Homem - (16.28) – A fim de evitar conotações apocalípticas do termo “Filho de Deus”, Jesus preferia usar o termo menos restrito “Filho do Homem”, usando-o para demonstrar sua preocupação com a criação da nova humanidade, o povo de Deus, a Igreja. Expressa mais a idéia de servo.

Servo (12.18) – Ele é o Rei, mas também é o servo que veio para servir e não para ser servido (20.28).

Messias – Cristo (hebraico: cristós)– 16.16 – Jesus evitava este termo por causa do aspecto político turbulento do primeiro século.



8 - REINO DE DEUS
Reino de Deus refere-se à soberania de Deus sob toda a criação. Este termo é usado apenas quatro vezes em Mateus (12.28, 19.24, 21.31,43). Mateus preferiu usar Reino do Céu (32 vezes – 4.17, 5.3) parece que devido à relutância dos Judeus em pronunciarem o nome sagrado de Deus.
Reino significa o governo soberano de Deus. A soberania de Deus não depende do homem aceita-lo. 

•   Refere-se ao presente e futuro; presente, no sentido que Deus é Rei agora.
•   Aos que reconhecem Jesus Cristo como Rei, é dado o direito de entrarem no reino (5.3,10).
•   O reino é recebido como um dom ou como uma herança; não pode ser adquirido (25.34).
•   O Senhor exige tudo o que a pessoa tem (13.44,46), completa dedicação aos interesses reais (6.33), obediência à vontade do Rei (7.21) e a produção do fruto na vida (21.43).
•   O reino confere bênçãos aos pobres de espírito (5.3) e àqueles que têm a fé de uma criança (18.1-4).
•   Estar no reino significa estar dedicado a uma nova vida de serviço (20.20-28).
•   O reino deve ser buscado no tempo presente (6.33).
•   Cristo ressurreto tem toda a autoridade (28.18).
•   O reino já é chegado (12.28) e aguarda uma futura consumação, por isso os seguidores de Jesus devem estar sempre preparados para o repentino aparecimento do Rei (16.27; 24.42-51; 25.31).
•   A promessa para os obedientes é estar com o Rei na plenitude de seu reino (19.27,29).


Com estas breves considerações, podemos compreender que Mateus apresenta Jesus como o grande Messias, o filho de Deus, o verdadeiro Rei prometido de Deus e esperado, e que o tema do evangelho é o “Reino do Céu”.




REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

HALE, Broadus David. Introdução ao estudo do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2001.




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