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MINISTÉRIO CEIFEIROS

Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Mt 9.37

MISSÃO KERIGMA

VIVENDO UM EVANGELHO VIVO E QUE PROCLAMA A PALAVRA DE DEUS. Saiba Mais...

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A Adoração que Deus Rejeita


"Ele, entretanto, lhes afirmou: “Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas; pois assim está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; as doutrinas que ensinam não passam de ordenanças humanas’. E assim abandonais o mandamento de Deus, apegando-vos às tradições dos homens”.Mc 7.6-8

Há uma adoração que Deus rejeita.

Obs: Este texto está disposto em tópicos para guia de palestra, 
em breve disponibilizaremos um texto completo.

SAIBA QUEM VOCÊ É NO REINO DE DEUS

Você é um herdeiro do Reino de Deus – Rm 8.16, 17 “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”

Amado pelo Pai – Jo 3.16 - “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Você tem família – Rm 8.28,29 – “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”

No Reino de Deus você é feliz! Viva e demonstre essa felicidade!


NÃO ABRA MÃO DOS PRINCÍPIOS BÍBLICOS

Santidade – Ec 10.1 “Assim como a mosca morta produz mau cheiro e estraga o perfume, também um pouco de insensatez pesa mais que a sabedoria e a honra.”

Fé – Hb 11.6 – “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

Caráter - Mt 5.37 – “Seja, porém, o teu sim, sim! E o teu não, não! O que passar disso vem do Maligno.”

Comunhão – Rm 8.13 – “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor fraterno, com que deveis vos amar uns aos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei.”


NÃO TIRE DEUS DO CENTRO DA ADORAÇÃO

•   Não traga a glória para si mesmo, TODA A glória seja dada a Deus. 1Co 10.31- ”Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”
•   Busque letras que do Reino de Deus.
•   Na dúvida, cante a Palavra.
•   Cuidado com composições muito poéticas.
•   Evite músicas que precisam ser explicadas.
•   Não macule a adoração com o seu “eu” – Deus não aceita a adoração maculada.
•   Adoração não é auto-ajuda.
•   Adoração não é mendicância – Jo 18.36 – “O meu reino não é deste mundo...”
•   Cuidado com os modismos.
Rm 12.11 – “Não sejais descuidados do zelo; sede fervorosos no espírito. Servi ao Senhor.”
Ef 4.14 – “O objetivo é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para o outro pelas ondas teológicas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela malícia de certas pessoas que induzem os incautos ao erro.”

O Senhor deve ser o centro de nossos corações!!!


NÃO SE DISTANCIE DO QUE DEUS QUER QUE VOCÊ SEJA

•   Humanismo (pensamento renascentista – a cultura capaz de  desenvolver potencialidades humanas) – Hedonismo (dedicação ao prazer) – Ser humano busca satisfazer a si próprio.
•   Produzimos nossa própria imagem. Nos tornamos viciados em nós mesmos.
Jo 3.30 – “Importa que ele cresça e eu diminua.”
Gl 2.20 – “Já estou não mais eu, mas Cristo vive em mim...”
•   "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?” - Jr 17.9
•     “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” – Sl 51.10
•     É preciso se afastar do “eu” e se aproximar de Deus.

Adoração envolve proximidade, e quanto mais você se aproxima de Deus, mais você se torna parecido com quem Ele.
  

AME A PALAVRA DE DEUS

•     Sl 119.105 “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.”
•     Estude.
•     Medite.
•     Leia bons livros.
•     Ouça a palavra. “A fé é pelo ouvir, e ouvir, pela palavra de Deus.” – Rm 10.17
•     Aprenda a discernir o que não é Palavra de Deus, principalmente em nossas músicas.
•     Não confunda Palavra de Deus com tradição humana.
•     Seja guiado pela Palavra.



Você pode não ser conhecido pela música que produz, mas você tem que ser reconhecido pela vida de Deus em você.




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Irmãos, Nós Não Somos Profissionais

Profissionalismo não tem nada a ver com a essência do ministério cristão em qualquer área, seja no pastoreio, na ação social, no louvor ...
Em um mundo onde passamos a ter altíssimos objetivos, padrões de qualidade e até mesmo metas a serem cumpridas, estes conceitos por vezes invadem a comunidade da fé e passam a nortear nossa caminhada como critério de aferição de êxito.
Tentamos contextualizar demais a mensagem do evangelho, criando paradigmas eclesiásticos que devem ser cabalmente cumpridos.
Quanto mais profissionais desejarmos ser, mais morte espiritual deixaremos em nossos rastro.


NÃO EXISTE:


Não existe a versão profissional do tornar-se como criança - Mateus 18.3
E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.

Não existe misericórdia  profissional - Efésios 4.32
Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Não existem anseios profissionais por Deus - Salmos 42.1
Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!

Não existe choro profissional – Tiago 4.9

Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza.


O QUE BUSCAR?


Cristo
O profissional busca honraria pessoal e o sacerdote tem seu prêmio em Cristo Jesus.
Fp 3.14 - Prosseguir para o alvo para ganhar a santidade de Cristo e o prêmio do Chamado soberano de Deus.

Tornar-se Servo
O profissional quer ser servido e o sacerdote se faz como servo assim como Cristo.
1Co 9.27 – Esmurrar o corpo e reduzi-lo a escravidão para não sermos desqualificados.

Cruz
O profissional busca a satisfação de suas vontades e o sacerdote toma sua cruz.
Lc 9.23 - Negarmos a nós mesmos e tomarmos a cruz ensanguentada todos os dias.

Viver pela fé
O profissional planeja e vai até onde alcança, o sacerdote vive pela fé.

Gl 2.20 – Vive pela fé

Leia: 1Co 4.9-13

Mentalidade do Profissional
Sensato
Fortes
Honrados
Estilo de Vida
Reputação
Riqueza e glória

Mentalidade do Sacerdote
Loucos por causa de Cristo
Fracos
Ninguém nos respeita
Fome, sede, nudez, falta de morada
Suportamos Calúnias
Lixo do mundo


Considerações:
A profissionalização é uma constante ameaça à natureza espiritual de nossos ministérios.
O profissionalismo mata a crença do homem de ter sido enviado por Deus.
O mundo estabelece a agenda do homem profissional, Deus estabelece a agenda do homem espiritual.

Algumas perguntas pertinentes:
1)     Ef 5.18 – É possível se embriagar com Jesus profissionalmente?
2)     2Co 4.7 – É possível ser vaso de barro profissionalmente?
3)     2Co 4.8-11 – É possível morrer em Jesus profissionalmente?

A resposta de cada uma delas produz um raio-x da nossa realidade de vida cristã, e mostra onde precisamos dedicar mais de nosso esforço buscando crescimento.


A DIFERENÇA ENTRE O SACERDOTE E O PROFISSIONAL É O AROMA. - 2 Coríntios 2.15,16
“Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida.”


“Ó Deus, livra-nos dos profissionalizantes! Livra-nos da mente pequena, controladora, idealizadora e do caráter manipulador em nosso meio.
Deus, dá-nos lágrimas por nossos pecados. Perdoa-nos por sermos tão superficiais na oração, tão vagos na compreensão das verdades sagradas, tão insensíveis diante dos vizinhos que perecem, tão desprovidos de paixão e seriedade em nossas conversas.
Restaura-nos a alegria infantil pela nossa salvação.
Ensina-nos a carregar a cruz com temor e tremor [...].
Não nos conceda, absolutamente nada do que importa aos olhos do mundo. Que Cristo seja tudo em todos.”


Referência Bibliográfica

PIPER, John. Irmãos nós não somos profissionais. Pág 15 a 18. Shedd Publicações. São Paulo. 2009

Santificação – Avançando em direção à Maturidade Espiritual.



SANTIFICAÇÃO – Avançando em direção à Maturidade Espiritual.

Aspectos que ocorrem com o início da nossa vida cristã.
Quando estudamos sobre santificação, ela faz parte da doutrina da aplicação da redenção.
  • Conversão – Arrependimento dos pecados e confiamos em Cristo para receber a salvação.
  • Regeneração – Deus nos dá a nova vida.
  • Justificação – Deus nos dá o direito legal de estarmos diante dele.
  • Adoção – Deus nos torna membros da sua família.
Santificação – é uma obra progressiva da parte de Deus e do Homem que nos torna cada vez mais livres do pecado e semelhantes a Cristo em nossa vida presente.

A Vida, a Fé e os Problemas


Introdução
O profeta Habacuque, é um dos chamados profetas menores elencados no cânon bíblico, não por sua mensagem ser de grandeza inferior, mas simplesmente por ser parte do grupo de profetas que deixou pouco conteúdo escriturístico, ainda que de grande importância.
Ele tem como significado de seu nome “abraço”, ou “abraçado por Deus”, e este abraço é o que o fortalece a fortalecer a outros. Além disso, o texto possui a particularidade de uma notação musical em 3.19, o que possivelmente indica que o profeta possuía uma habilitação musical para liderar a adoração no templo como membro da família levítica.
Em seu conteúdo, o livro de Habacuque trata sobre questões sociais injustas que rodeavam o profeta e relata sobre a necessidade de levar com fé as questões da vida Àquele que a criou.

Comentário sobre o livro de Habacuque
O pequeno livro de Habacuque inicia com o profeta relatando sua desconfortável posição em meio à impiedade, violência, destruição e injustiça. Ele questiona Deus usar um exército de fora, os Caldeus para trazer juízo ao povo.
Já no segundo capítulo, a clara resposta de Deus, refere-se à fé do justo como sendo a base para o seu viver, enquanto o povo, a seu tempo, seria julgado, pois os ganhos injustos e a maldade são inúteis.
No terceiro capítulo, Hababuque ora engrandecendo a Deus em todas as coisas, em todas as situações, mesmo nas mais adversas, e conclui externando que sua alegria está firmada no Senhor que o salva. 

Lições
Desde os primeiros versículos de seu livro é possível notar que o profeta encontra-se em um momento triste, possivelmente depressivo, lamentando diante de injustiças sociais, violências, destruição. O profeta ainda sente o peso de clamar a Deus, e este parecer estar inerte e ignorante ao seu clamor.
Mas o texto não termina apenas apresentando o lamento, ele evolui, passando por um chamado de Deus à fé, e conclui alcançando o patamar de uma vida acima dos problemas embasada na alegria em Deus.
Essas palavras nos ensinam posturas que são preciosas lições sobre a vida, a fé e os problemas:

1)     Habacuque cria que Deus tinha solução para os seus problemas
Injustiças sociais, povo oprimido, juízo pervertido, violência eram temas que estavam presentes na realidade social de Habacuque e o afligiam constantemente.
Assim como o profeta, nós também somos bombardeados com informações e notícias que remetem a um pano de fundo muito semelhante ao de Habacuque, ou por melhor dizer, talvez até pior. Somos levados a criar juízos de valor sobre certo e errado, sobre aqueles que devem ou não ser punidos, passamos a agir por contra própria como magistrados impondo duras penas àqueles que não concordam com nossos pensamentos ou que vivem de maneira ímpia supostamente fora da vontade de Deus.
Quando vemos as injustiças podemos ter vontade de agir e sanar, à nossa maneira, os comportamentos que pensamos serem incorretos. Quem nunca desejou que algum estuprador preso por cometer o ato com uma criança, recebe sua paga na mesma moeda na própria cadeia? Mas a orientação bíblica para nós é que devemos ter uma justiça que excede a justiça do mundo (...se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" - Mt 5:20).
Como proceder então? A resposta esta pergunta encontramos no primeiro capítulo do livro de Habacuque, que mesmo em meio a todas àquelas atrocidades mostra o profeta levando a Deus seus problemas, crendo que somente Ele tinha a solução.
Então, devemos crer e levar nossos problemas a Deus em oração!
Mas será que temos feito isso ou apenas temos sido seletivos em nossas orações, tirando da pauta os assuntos que julgamos, ainda que de forma inconsciente, não estar na alçada do Divino.
Ao levar suas queixas ao pai, o profeta não vira para o lado e descansa, ele fica em prontidão, como uma sentinela (Hc 2.1). Deixar de lado uma vida de prontidão e viver maneira relaxada e desligada da voz do seu general, sem estar pronto para ser acionado a qualquer momento é um dos grandes erros das orações de alguns cristãos. Essa prontidão revela-se no relacionamento que devemos ter com Deus, pois Ele espera que esse relacionamento seja uma prioridade para nós.
Talvez a mais simples e direta oração de alguém que tinha intimidade com Deus esteja relatada em Nm 12.13 quando Moisés, em meio a rebelião de Arão e Miriã, após ver sua irmã ser tomada por lepra diz o seguinte: “Ó Deus, rogo-te que a cures.”. Sem floreiros, sem palavras difíceis, sem impostação de voz, sem acentuar os “s” nos finais das palavras, Moisés simplesmente pediu, mas esse pedido tinha um diferencial, era o pedido de alguém que mantinha intimidade com o Pai.
Intimidade com Deus é cultivada com a prontidão no relacionamento com Ele, zelando para agir segundo sua vontade e guardando o que Ele tem ordenado.
De fato, crer que Deus tem solução para todos os nossos problemas não é a garantia de que eles serão resolvidos da maneira como esperamos, mas é o patamar inicial para viver segundo uma nova centralidade de vida, a vida pela fé.

2)     A fé deve ser o centro da vida com Deus. (Hc 2.4)
O centro teológico do livro de Habacuque repousa sobre o trecho “o justo viverá pela fé” (Hc 3.2). Essa orientação divina vai de encontro à diversas expectativas humanas, onde esse costuma esperar e viver buscando soluções palpáveis para suas adversidades.
Deus está chamando a atenção para uma mudança de paradigma, que deixa de lado o que pode ser medido, o que é lógico, o que pode ser esperado, e passa a contar com algo que nem sequer ainda existe.
O autor aos Hebreus descreve fé em seu capítulo 11, no verso primeiro como “... o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.”. Muito mais confortável é quando é possível firma-se em algo que é esperado, tangível, visível, mas não é este o chamado àqueles que vivem pela fé, e sim o oposto, a viver pelo que não se tem garantias, pelo que não pode ser medido, pelo que é invisível.
Cabe ainda observar que o termo utilizado no original hebraico para justo no texto de Hc 2.4 é tsaddiq[1], que tem por significado aquele que é certo, justo, puro, transparente, honrado, honesto, íntegro em sua conduta. É imprescindível notar que ser um justo não é um simples sintagma a ser um cristão, mas um padrão de vida que almeja uma vida com qualidades que devem ser buscadas em todo tempo.
Podemos compreender então, que uma vida centrada na fé não tem sentido se não for buscada por aquele que seja possuidor de padrões éticos e morais que diferem à injusta sociedade em que está inserido. Esse justo, sim, é o que viverá pela fé.
É justamente sobre esse patamar que Deus está conclamando aos justos através Habacuque, para que possam ascender a um nível superior, nível este que encontra-se acima dos problemas.

3) É possível aprender a andar acima dos problemas e se alegrar no Senhor que te deu a salvação. (Hc 3. 17-19)
A trajetória do profeta que colocou seus anseios diante de Deus, e que foi conclamado a viver uma vida justa baseada na fé agora alcança um novo patamar.  Um nível que ultrapassa o conhecimento e a lógica humana e só pode ser compreendido por aqueles que trilharam o caminho da fé.
Neste ponto, a forma literária do texto muda, o livro iniciado em prosa, agora passa a ser escrito como poesia, que era uma maneira de facilitar a compreensão e o aprendizado, devido a importância da mensagem. 

“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.” Hc 3.17,18

Não se importar se algo não vai bem, se os inimigos assolam trazendo destruição, se a situação não está favorável, mantendo a alegria embasada naquele que é a sua salvação é um nível para poucos.
Seria muito mais fácil e agradável esperar que a alegria estivesse firmada na ausência de problemas. Há alguns que advogam em prol dessa vertente, de maneira leviana, através de interpretações tendenciosas de trechos bíblicos, apregoando que o cristão não deveria padecer problemas, privações ou necessidades. Mas esta não é a premissa bíblica! Habacuque nos mostra que o verdadeiro sentido de uma vida justa e santa e ter a alegria de estar acima dos problemas, saber que independente das dificuldades, o Senhor é maior e tem a resposta para todos os problemas.
Os incômodos problemas que foram citados no primeiro capítulo de Habacuque podem não passar rapidamente. Alguns podem perdurar por muito tempo, mas o profeta agora é capaz de mudar o tom de suas palavras, de um indignado lamento para uma alegre exultação. Isso só foi possível pela provisão da fé, e ainda é possível ainda nos dias de hoje. Deus tem para seu povo uma alegria que passa por uma vida justa, é permeada pela fé, e vai além do natural permitindo alcançar a certeza da salvação.
Esse movimento gera força, força para correr, andar sobre alturas (Hc 3.19) e fazer da sua vida um doce cântico, um cântico que agrade ao Senhor.




[1] דִּיקצַ“tsaddiq” - http://biblehub.com/hebrew/6662.htm

Compreendendo o jejum



O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico.

Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.

Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

A BÍBLIA ORDENA O JEJUM?

Não.
No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv.23:27), que também ficou conhecido como "o dia do jejum" (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como "o jejum" (At.27:9). 

Jr 36.6 - Entra, pois, tu, e pelo rolo que escreveste da minha boca, lê as palavras do Senhor aos ouvidos do povo, na casa do Senhor, no dia de jejum; e também, aos ouvidos de todos os de Judá, que vêm das suas cidades, as lerás.

Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.

Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos:

"Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." (Mt.6:16-18).

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!

Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus. 

Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo correto de jejuar!

O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo - Mc.6:31, quer por passar as noites só orando sem comer - Mc.6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação).

Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc.18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto:

"Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão." (Lc.5:33-35).

O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse "tirado" do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte. 

Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.

Sabe, o jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:

Dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho.
Eis que para contendas e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto.
Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao Senhor?
Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?
Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda.
Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;
E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.
11 E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.

Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

O PROPÓSITO DO JEJUM

Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: "O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus". O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma.

Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:
"Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos." (Mc.2:22).

O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo. 

Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de "renovar" nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.

Alguns acham que o jejum é uma "varinha de condão" que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.

Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. 

Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt.17:21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt.17:19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.

Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo?
E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.
Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.

O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:

Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4);

Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm.7:6, Ne.9:11);

Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm.1:12 e 3:35);

Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3);

Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16);

Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl.35:13);

Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn.9:3, 10:2,3)


b) Nos Evangelhos

Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.17:21);

Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc.2:37);

Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc.4:1,2);

c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:

Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2);

Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);

Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23).

d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co.6:3-5; 11:23-27).

DIFERENTES FORMAS DE JEJUM

Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:

"Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas." (Dn.10:2,3).

O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. 

O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas. 

Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.


b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):

"Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome." (Mt.4:2).

Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).


c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. 

A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:

Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela:

"Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci."(Et.4:16).

Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera:

"Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu."(At.9:9).

Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. 

Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.


A DURAÇÃO DO JEJUM

Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua.

Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:

1 dia - O jejum do Dia da Expiação
3 dias - O jejum de Ester (Et.4:16) e o de Paulo (At.9:9);
7 dias - Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31:13);
14 dias - Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33);
21 dias - O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn.10:3);
40 dias - O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc.4:1,2);

OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re.19:8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele foi envolvido pela glória divina. 

O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo "depósito", uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum... Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará "preso" no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:

"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes.

Melhor é que não votes do que votes e não cumpras". (Ec.5:4,5).

É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. 

Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.


O JEJUM PROLONGADO

Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto – Lc.4:1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo. Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). 

Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.


PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO?

Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. 

Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade.

Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez... Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! 

Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.


CONCLUINDO

Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo. Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos. 

E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo. Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma "urgência" espiritual para isto.

Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração. Sabia que devia jejuar; era uma "urgência" dentro de mim. 

Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias. Ao final soube que havia alcançado uma vitória. 

Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área. 

Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma...

Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

por Luciano P. Subirá
Estudo extraído do site www.Orvalho.com
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